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Carla, uma ex-católica romana (parte 3 de 3)

Visitei minha filha na Arábia Saudita e me apaixonei pelo país, o clima e o povo.  Não queria partir depois de 6 meses e pedi uma extensão.  Ouvia o athan (chamado para a oração) 5 vezes ao dia e via os crentes fechar suas lojas e caminhar para a oração.  Embora fosse muito tocante, continuava lendo minha Bíblia todas as manhãs e todas as noites e constantemente repetia o rosário.  Nem uma vez minha filha ou qualquer outra pessoa muçulmana falou comigo sobre o Islã ou tentou me converter.  Elas me respeitavam e permitiam que praticasse minha religião.

Meu filho estava vindo para a Arábia Saudita para me visitar.  Estava muito feliz - também tinha sentido a falta dele.  Assim que chegou voltou a ficar falando sobre religião e a Unicidade de Deus.  Eu estava zangada.  Disse a ele que estava na Arábia Saudita por mais de um ano e nem uma vez alguém tinha falado comigo sobre religião.  E ele, na sua segunda noite, rapidamente começou a pregação.  Ele se desculpou e mais uma vez me disse o quanto queria que eu aceitasse o Islã.  Disse a ele novamente que nunca deixaria o Cristianismo.  Ele me perguntou sobre a Trindade e como eu acreditava em algo que não fazia o menor sentido.  Lembrou-me que até eu tinha perguntas a respeito.  Disse-lhe que nem tudo tem que fazer sentido - apenas temos que ter fé.  Pareceu que ele tinha aceitado essa resposta e fiquei feliz em finalmente ganhar uma discussão sobre religião.  Meu filho então me disse para explicar o milagre de Jesus para ele.  A-há, pensei! Finalmente estou chegando a algum lugar.  Expliquei o nascimento milagroso de Jesus, a Virgem Maria, que Jesus morreu por nossos pecados, que Deus soprou Seu Espírito nele, Jesus como Deus e como Filho de Deus.  Ele ficou quieto o tempo todo enquanto eu falava - sem retrucar - meu filho, quieto? Então calmamente ele perguntou: "Mamãe, se Jesus morreu por nossos pecados em uma sexta-feira, e então, como você diz, foi ressuscitado três dias depois em um domingo, quem governou o mundo por esses três dias? Mamãe, explica isso para mim?" Pensei sobre a lógica dessa pergunta e, naquele momento, sabia que não fazia qualquer sentido.

Disse: "Jesus é o filho de Deus.  Jesus e Deus são um e o mesmo."  Meu filho respondeu: "Vacas têm bezerros, pequenas vacas.  Gatos têm gatinhos, pequenos gatos.  Humanos têm filhos, pequenos humanos.  Quando Deus tem um filho, o que ele é?  Um pequeno Deus?  Se sim, então você tem dois Deuses?"  Então ele me perguntou: "Mamãe, você pode um dia se tornar Deus?"  Que pergunta ridícula, disse eu a ele.  Humanos nunca podem ser um Deus.  (Agora eu estava realmente ficando zangada) Ele então perguntou: "Jesus era um ser humano?"  Respondi: "Sim."  Então ele disse: "Consequentemente, nunca podia ser Deus." A alegação de que Deus tornou-Se homem também é um absurdo.  Não é adequado a Deus assumir características humanas porque significa que o Criador tornou-se Sua criação.  Entretanto, a criação é um produto do ato criativo do Criador.  Se o Criador Se torna Sua criação, significa que o Criador criou a Si mesmo, um absurdo óbvio.  Para ser criado, Ele primeiro não poderia existir e se Ele não existisse, como poderia criar? Além disso, se Ele fosse criado, significaria que tinha tido um começo, o que também contradiz ser eterno.  Por definição a criação precisa de um criador.  Porque as coisas criadas para existirem devem ter um criador para trazê-las a existência.  Deus não precisa de um criador porque Deus é o Criador.  Assim, existe uma contradição óbvia em termos.  A alegação de que Deus tornou-Se Sua criação implica que Ele precisaria de um criador, um conceito ridículo.  Contradiz o conceito fundamental de Deus ser incriado, não necessitar de criador e ser o Criador.   Sabendo que não tinha uma resposta para ele, respondi: "Deixe-me pensar sobre a resposta."

Naquela noite, pensei muito sobre o que meu filho disse.  A ideia de Jesus como filho de Deus não fazia mais sentido para mim.  Também não podia aceitar o fato de Jesus e Deus serem um no mesmo.   Antes de ir dormir naquela noite, meu filho me disse para orar a Deus e pedir somente a Ele para me orientar para o caminho certo.  Prometi ao meu filho que suplicaria sinceramente a Deus pela resposta.  Fui para o meu quarto e li o livro que meu filho tinha me dado.  Em seguida, abri o Alcorão Sagrado e comecei a ler.  Foi como se um peso tivesse sido removido de meu coração.  Senti-me diferente.  Vi a verdade no Islã.  Contra o que tinha lutado todos esses anos?

Aquela noite orei somente a Deus - não para Jesus, Maria, os anjos ou santos ou para o Espírito Santo.  Evoquei somente a Deus e pedi orientação.  Orei para que, por favor, mudasse meu coração e minha mente se o Islã fosse a escolha certa.  Fui dormir e na manhã seguinte acordei e anunciei para o meu filho que estava pronta para aceitar o Islã.  Ele ficou atônito.  Ambos começamos a chorar.  Minha filha e minha neta foram chamadas e assistiram enquanto eu pronunciava que: "Não há divindade exceto Deus (Allah) e Muhammad é Seu mensageiro." Senti-me uma mulher mudada.  Estava feliz, como se alguém tivesse removido um véu de escuridão de meu coração.  Todos que me conheciam não conseguiam acreditar que tivesse me convertido.  Às vezes nem eu consigo acreditar! Mas o Islã era tão pacífico, tão sereno!

Depois que meu filho partiu de volta para os Estados Unidos, aprendi a como recitar a surata Al-Fatiha em árabe e desde então aprendi como fazer as orações.  Continuei minha vida como antes, exceto que agora sou muçulmana.  Sempre gostei de participar das reuniões familiares e dos eventos sociais com minha filha.  Frequentava os casamentos da família e de amigos, as celebrações de nascimentos (aqiqah) e os encontros quando alguém morria.  Depois de 6 meses que tinha me convertido ao Islã, fui a um encontro em um funeral que tocou muito o meu coração e reforçou que o Islã é uma bela religião.  Um menino havia morrido de uma doença.  Como minha filha estava pronta para levar as condolências, perguntei se ela conhecia bem a família.  Ela respondeu que não.  "Então por que ir?" Perguntei.  "Porque a família está sofrendo e é meu dever no Islã ir e, talvez, oferecer qualquer apoio que eu possa dar."

Decidi me vestir e ir com ela.  Fui com minha filha oferecer as condolências à família do menino e fiquei surpresa com o número de pessoas na reunião.  Surpresa e tocada que tantas pessoas viessem dar apoio à família.  Tudo em que conseguia pensar quando vi a família sofrendo foi na beleza do Islã como religião, para fazer com que tantas pessoas sentissem que era sua responsabilidade dar apoio.  E aquele evento, no qual muçulmanos demonstravam simpatia, foi outro momento que provei da beleza do Islã.

Tenho sido muçulmana por três anos, Alhamdullilah (Todos os louvores são para Deus).  Desde aquela época, fiz Umrah duas vezes com meu filho e minha filha.  Meu filho, filha e eu visitamos a Caaba e a mesquita do profeta em Medina.  Acabei de fazer setenta anos.

AlhumdullilahÀs vezes em toda a dificuldade e dor de cabeça que devo ter dado ao meu filho, mas meu filho ficou extremamente feliz em me servir e também por ser um meio de me levar ao Islã.  Ele então contou que o profeta, que Deus o exalte, disse a uma pessoa que "O paraíso reside aos pés das mães." O significado do hadith é que você deve servir sua mãe e cuidar dela.  Com certeza por estar aos meus pés é que houve paraíso para nós dois.  Também me penso que, se minha filha tivesse me pressionado um pouco, talvez tivesse me tornado muçulmana antes.  Mas meu filho me lembrou de que Deus é o melhor dos planejadores.  E somente Ele pode dar Hidaya (orientação) a uma pessoa.

"Indeed it is not such that you can guide whomever you love, but God guides whomever He wills." (Quran 28:56)

A melhor coisa com a qual Deus me honrou foi me guiar para o caminho do Islã e fazer de mim uma muçulmana e, insh’Allah (se Deus quiser) entrar junto com meu filho no Paraíso.  Amém.

http://www.islamreligion.com/pt/articles/4156/carla-uma-ex-catolica-romana-parte-3-de-3/

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