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Definição de valores: Quem define nosso código de conduta?

http://www.new-muslims.info/wp-content/uploads/2011/06/al-quran2.jpgDescrição: Um olhar no significado de valores e da influência que têm em nosso comportamento.  Quem decide o que está certo e o que está errado?

Valores podem ser definidos como os princípios ou padrões de comportamento de alguém.  Geralmente são chamados de moral ou ética e estão, às vezes, consagrados nos códigos de conduta ou normas de comportamento.  Os valores são crenças importantes e de longa duração compartilhados pelos membros de uma cultura ou comunidade.  Definem o que é bom ou mau e o que é desejável ou indesejável.  Os valores têm uma influência imensa sobre o comportamento de uma pessoa e servem como diretrizes amplas em todas as situações.

Pode-se argumentar que todos temos um sentido inato de moralidade.  Dizem que independente de nossa religião, cor ou raça, existem certas qualidades que servem como padrão moral.  Por exemplo, podemos todos concordar que molestar crianças é um ato abominável.  Em um estudo de 2011 conduzido por Jesse Prinz, um professor de filosofia distinguido da City University de Nova Iorque, 100% dos participantes concordaram que era.  Independente de tradição ou cultura, todos desejamos viver em um mundo no qual os valores de gentileza, generosidade e honestidade são a norma.  Ninguém quer viver em um mundo no qual a crueldade é aceitável ou o assassinato é parte da vida diária.   Agora considere o que aconteceu nos anfiteatros romanos e a tortura pública e espetáculos de execução da Europa medieval.

Também existem alguns filósofos, psicólogos, antropólogos sociais e outros que estudam sociedades, que acreditam que padrões morais são uma construção social e cultural.  Cada comunidade, em todos os tempos e lugares, dizem, enfrenta desafios únicos e seus padrões morais são definidos por suas necessidades.   O bom de uma cultura pode muito facilmente ser o mal de outra cultura.    Entretanto, assassinato é abominável, todos concordarmos com isso.   Mas, e se isso se adequar às necessidades da sociedade? Pense no canibalismo, por exemplo.  É uma prática encontrada em um momento ou outro em todo o mundo.  Em uma amostra de cruzamento histórico do antropólogo Peggy Reeves Sanday, encontrou-se evidência de canibalismo em 34% das culturas.[1]

Agora, onde isso nos leva?  Todos desejamos viver em paz.  Podemos considerar isso como certo? É um desejo por paz que causa guerras, ou por terra ou petróleo ou o que quer que aquela sociedade em particular considere como um commodity de valor?  Todos desejamos gentileza, não é? Todos queremos ser tratados com compaixão e ternura.  É por isso que prendemos e trancafiamos requerentes de asilo? É por isso que existem pessoas sem uma nação, moradores de rua e sistemas de castas? Os valores universais, aqueles que todos desejamos, são diferentes para pessoas diferentes?  E não só isso. Nossas definições do que esses valores significam são diferentes? Se é esse o caso, quem decide quais são os valores supremos? Quem decide quais valores realmente transcendem tempo e lugar?  Quem decide o que está realmente certo e o que está realmente errado, se todos não concordarmos sobre quais valores são universais e sobre os que têm um grau menor?  Parece que os valores de cada pessoa são diferentes e, porque os valores estão muito enraizados, nem sempre estamos cientes de que nossas respostas na vida se devem aos valores que mantemos.   Às vezes são únicos para a nossa própria cultura e perspectiva.  

Os muçulmanos acreditam que Deus, o Criador e Sustentador do mundo e tudo que existe, Aquele que nos criou, estabeleceu os padrões.  Ele definiu inequivocamente nossos valores.  Deus não criou a humanidade a abandonou às armadilhas e caprichos de sua própria natureza.  Não nos deixou adivinhando o que é certo e o que é errado, qual é a melhor ação a adotar em uma determinada situação.  Ele nos criou e nos conhece melhor do que conhecemos a nós mesmos.  Definiu claramente quais são os valores bons e nos deu toda a orientação que precisamos.  De maneira muito semelhante a um carro ou computador novo, nos forneceu com um manual ou guia.  Deus enviou profetas para guiar a humanidade desde o profeta Adão até o último profeta de Deus, Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele.   O Islã detalhou claramente nossas normas de comportamento e código de conduta no Alcorão e nas tradições do profeta Muhammad. 

Além disso, o Islã afirma que a humanidade é naturalmente inclinada ao bem e que os bons valores incluem retidão e piedade.  No Islã retidão significa que devemos ser sinceros em nossa devoção a Deus e toda a Sua criação, demonstrando isso com atos de caridade e gentileza.  A piedade requer sinceridade. Demanda autocontrole sobre a raiva e a capacidade de perdoar.  Não somos todos iguais, não somos todos crentes e, ainda assim, o Islã exige que tratemos todos com respeito.  Além disso, Deus fala diretamente para toda a humanidade e dotou todos os seres humanos com a capacidade para serem bons e para fazer o bem. 

"Ó humanos! Nós vos criamos de um homem e de uma mulher, e vos fizemos como nações e tribos, de modo que vos conheçais uns aos outros.  De fato, o mais honrado entre vós aos olhos de Deus é o mais temente..." (Alcorão 49:13)

Nossos valores são as coisas nas quais acreditamos, determinam nossas prioridades na vida e são a referência por meio da qual medimos nosso sucesso ou fracasso.  O Islã estabelece claramente o que está certo e o que está errado, o que é aceitável e o que é inaceitável.  Quando nossas ações e palavras estão alinhadas com nossos valores, a vida geralmente é boa e nos sentiremos felizes.  Quando não combinam, nos sentimos desconfortáveis.  Nossos valores servem como um filtro, por meio do qual fazemos escolhas e, assim, se estamos infelizes ou desconfortáveis podemos examinar nossas escolhas para ver se combinam com nossos valores e, se não, fazer as mudanças necessárias.  Para sermos verdadeiramente contentes e satisfeitos, devemos honrar os valores que Deus definiu para nós. 

O profeta Muhammad disse que "Se você não tem vergonha, então faça o que lhe agrada."[2]Os psicólogos nos dizem que a vergonha é uma das emoções que sentimos quando deixamos de viver de acordo com as expectativas impostas a nós por nosso sistema de crenças e valores.  Essa foi uma mensagem ensinada por todos os profetas, ter altos padrões e valores morais e usar o sentido inato do que é certo e errado, antes de tomar decisões. 

O papel histórico da comunidade islâmica é ser a personificação da virtude.  Os bons valores devem ser vistos em todas as ações e ouvidos em cada palavra.   O Islã define para nós o que aqueles valores são e nos ensina qual é a coisa certa a fazer em todas as circunstâncias.

 
Notas de rodapé:

[1] P.R.  Sanday.  (1986) Divine Hunger, Cannibalism as a Cultural System.  Cambridge University Press

[2] Saheeh Al-Bukhari

 

http://www.islamreligion.com/pt/articles/10719/definicao-de-valores/

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