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Oum Abdulaziz, Ex-Cristã, EUA (parte 1 de 4)
Descrição: Como ela descobriu as principais diferenças entre o Islã e o Cristianismo em relação à “natureza” de Deus e a divindade de Jesus.
Por Oum Abdulaziz
Publicado em 10 Dec 2012 - Última modificação em 09 Jun 2013
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Categoria: Artigos > Histórias de Novos Muçulmanos > Mulheres

Não me tornei muçulmana da noite para o dia.  De fato, a princípio aprender sobre o Islã foi muito inesperado de minha parte.  Tinha simplesmente entrado em contato com alguns muçulmanos e os questionei querendo compreender algo de suas crenças.  Fiquei surpresa ao descobrir muitas semelhanças entre os ensinamentos do Islã e do Cristianismo.  Compreendi que não podia julgar o Islã meramente pelas ações de alguns “muçulmanos” as quais tinha visto e ouvido a respeito. Para aprender algo dos verdadeiros ensinamentos do Islã teria que me livrar de meus preconceitos e aprender com a mente aberta. Infelizmente encontrei muitos mal entendidos entre as comunidades cristã e muçulmana, parcialmente devido à cobertura tendenciosa da mídia de ambos os lados e por conta de indivíduos muçulmanos e cristãos que não viviam de acordo com os padrões de boa conduta ensinados em ambas as grandes religiões. Assim como os ensinamentos do Cristianismo não estão sempre aparentes nas ações do “típico cristão americano”, percebi que para entender o Islã teria que olhar além das ações de alguns muçulmanos, para chegar à verdade.  Fui encorajada por uma nova amizade com uma muçulmana sincera e amigável.  Sempre gostei de ler e sai em busca de alguns bons livros sobre o Islã.

O que mais me surpreendeu, inicialmente, foi que os muçulmanos já tinham algum conhecimento dos ensinamentos do Cristianismo, porque os muçulmanos também amam e acreditam em Jesus Cristo, que a paz esteja sobre ele.  Aprendi que a palavra “Islã” significa literalmente paz através da submissão a Deus pela crença em Sua Unicidade e pela obediência a Ele.  Assim, o Islã reivindicava ser a mesma religião pregada por todos os profetas anteriores, nos quais os muçulmanos também devem acreditar.  Esses profetas incluem Noé, Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Davi, João Batista e Jesus (que a paz esteja sobre todos eles), entre outros. O Alcorão diz:

“E não enviamos antes de ti (Muhammad) Mensageiro algum sem que lhe revelássemos que não existe deus, exceto Deus.  Ninguém tem o direito a ser adorado exceto Eu.  Então, adorai-Me.” (Alcorão 21:25)

O Islã encoraja o casamento como meio de castidade sexual e de conforto e felicidade na vida.   Um casamento é considerado um contrato entre um homem e uma mulher com cada uma das partes tendo direitos e responsabilidades. Com o casamento a muçulmana não perde seu nome de família ou o controle de sua propriedade. De fato, descobri que o Islã não oprime as mulheres, como pensava anteriormente.  Aprendi que por séculos as muçulmanas tinham tido direitos que a maioria das ocidentais só obteve em anos recentes.

Também aprendi que os seguidores do Islã adoram Deus em formas surpreendentemente semelhantes à adoração descrita na Bíblia.  O muçulmano ora diariamente recitando essas palavras do Alcorão Sagrado:

“Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso. Louvado seja Deus, Senhor do Universo, Clemente, o Misericordioso, Soberano do Dia do Juízo. Só a Ti adoramos e só de Ti imploramos ajuda! Guia-nos à senda reta, à senda dos que agraciaste, não a dos abominados, nem a dos extraviados.” (Alcorão 1:1-7)

Os cristãos são chamados gentilmente no Alcorão Sagrado de Povo da Escritura ou “Povo do Livro” e são abordados diretamente.

“Dize: Ó adeptos do Livro, vinde, para chegarmos a um termo comum, entre nós e vós: Comprometamo-nos, formalmente, a não adorar senão a Deus, a não Lhe atribuir parceiros e a não nos tomarmos uns aos outros por senhores, em vez de Deus.” (Alcorão 3:64)

Também é dito aos cristãos e judeus que suas próprias escrituras os guiarão à verdade do Alcorão e da missão profética de Muhammad (2:146, 5:41-47, 7:157). Obviamente, teria que aceitar esse “desafio” e ver se minha Bíblia podia realmente endossar a origem divina do Islã.

Evidência da unidade e unicidade de Deus, como ensinadas no Islã, é encontrada em toda a Bíblia.  No Deuteronômio (32:39) é dito “Não há deus além de Mim” e em Isaías (43:10) “antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.” Em Êxodo (8:10) “Ninguém como o Senhor nosso Deus” e em Jeremias (10:6-7) “Ninguém há semelhante a ti, ó Senhor.”

Outros versos que afirmam o mesmo podem ser encontrados em Deuteronômio (4:35, 4:39, 6:4), Isaías (45:5, 45:21-22, 46:9), 2 Samuel (7:22), 1 Reis (8:60), 1 Crônicas  (17:20), Salmos (86:8, 89:6, 113:5), Oséias (13:4) e Zacarias (14:9). Ao ser perguntado “Qual mandamento é o primeiro de todos?”, Jesus respondeu ‘Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus, o Senhor é o único Senhor’.” (Marcos 12:28-29). Mesmo após o ministério de Jesus, os apóstolos de Jesus compreenderam essa unicidade de Deus.

Encontra-se evidência disso nas epístolas.  “Deus é Um” (Romanos 3:30); “Não há Deus, senão um só” (1 Coríntios 8:4), “Um Deus” (Efésios 4:6, 1 Coríntios 8:6, 1 Timóteo 2:5) e Paulo escreve a Tiago (2:19), “Crês tu que Deus é um só? Fazes bem.”

É sobre a natureza de Jesus (que a paz esteja sobre ele) que o Islã e o Cristianismo realmente diferem.  Podia concordar com os muçulmanos em basicamente quase todos os pontos, já que achava o Islã ao mesmo tempo simples e racional. Jesus ser o Filho de Deus e parte da Trindade é a crença fundamental da maioria dos cristãos. Jesus não ser divino, mas sim um profeta honrado de Deus é a crença fundamental de todo muçulmano.  Sabia que tinha que provar a mim mesma (para permanecer cristã) que a Bíblia inequivocamente afirma a trindade (ou seja, que Deus é Um e ainda assim feito de três partes iguais e distintas) e que uma parte da trindade é Jesus, o Filho. Ainda assim, quando busquei diligentemente não pude encontrar base real para a trindade na Bíblia.  Não pude encontrar prova de que Jesus, ou qualquer um dos profetas que vieram antes dele (que a paz esteja sobre todos), ensinava a trindade. Todos pregavam o monoteísmo.  E como era possível que todos os profetas fossem ignorantes da natureza básica de Deus e desorientados sobre a verdadeira religião? Não podia ser! Investigação mais profunda mostrou que a palavra “trindade” não é encontrada na Bíblia.  O verso que por anos parecia dar a ela alguma justificativa foi expurgado da versão revisada e outras versões da Bíblia, porque não é encontrado em nenhum dos antigos textos do Novo Testamento (ou seja, foi adicionado à Bíblia muito tempo depois).  Esse é o verso encontrado em 1 João (5:7) na versão do Rei Jaime: “O Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.”

De acordo com fontes cristãs, “existem vários conceitos trinitários.  Mas geralmente o ensinamento da trindade é de que na Divindade existem três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, mas ainda assim são um Deus.  A doutrina diz que os três são coiguais, onipotentes e incriados, tendo existido eternamente na Divindade.” (Watchtower). Essa é a doutrina fundamental da maioria das igrejas. Como não há maneira lógica ou racional de explicar o ensinamento da trindade de que três podem ser separados e ainda assim iguais a um (1 + 1 + 1 = 1)!, a maioria das igrejas diz que essa doutrina é um “mistério”, não pode ser provada e deve ser aceita meramente pela fé.  Mas comecei a questionar como ou por que devia aceitar essa doutrina na fé, se não é explicitamente ensinada na Bíblia. Se não era um ensinamento bíblico, de quem era esse ensinamento? Parece que o conceito da trindade evoluiu como uma explicação da suposta divindade de Jesus.  Então decidi pesquisar mais pelas provas bíblicas da divindade de Jesus.

http://www.islamreligion.com/pt/articles/597/oum-abdulaziz-ex-crista-eua-parte-1-de-4/

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